31/03/2010

Gustavo Peres - Umbigo - Colagem sobre caderno - 15 cm x 16 cm

25/03/2010

Marcio Marianno -Introspecto - acrílica s/ papel - 2010

22/03/2010

Thamara Rossi - oquepassaemsuacabeca - fotografia - 2009


(amar é despertar um sonho, despertar-se sonho, ave só asas, casulo feito de céu

Murilo Hildebrand de Abreu

11/03/2010

Kiko Dinucci - Salmo II - Caneta s/ Papel - 2005
Mauricio Parra - Guarda-Chuva - Gravura em Metal

10/03/2010

Eliana D`Amore - Aluga-se - fotografia digital - 2009

09/03/2010

Marcelo Marsan - Porto Seguro - fotografia - 2008
   

05/03/2010

 
Miriam Homem de Melo - Ermitão - fotografia 
 
Guilherme Valério - Sem Título - caneta s/ papel - 2010 
André Gonçalves - Sem Título - fotografia - 2009

04/03/2010

 
Chenepan - Era Uma Vez Um Cara - 2010
CASULOS: Em 12 de janeiro, pela primeira vez, borboletas saíram do casulo dentro da Estação Espacial Internacional, em gravidade zero. Foram duas só (pela foto deviam ser centenas) que conseguiram sair da fase larval, desenvolver casulos e nascerem como borboletas. Não se sabe (Ou não se sabia àquela altura, mas não encontrei notícia recente sobre o assunto, o que deve ser mal sinal) se elas conseguiriam desenvolver asas direito e voar - até onde sei as asas dependem da gravidade para desenrolar.

http://www.popsci.com/technology/article/2009-12/two-butterflies-hatch-space-first-time

http://www.popsci.com/category/tags/painted-lady-butterflies

Brontops

24/02/2010

"Em seu apelo constante, insistente atenção à tentativa de ser coesa num mundo incoerente, ela se dissocia do todo em silêncio. Liberta, porém, ainda presa e dividida, na batalha diária desta vida, ela grita calada em sua rotina, rotina de guerrilha pelo pão da cria, ela exala perfume doce de flor, na rotina de ser inventiva, alquimista e dançarina, ela se reinventa artista, menina-mulher, fêmea selvagem, primitiva e pós-moderna, camponesa e cosmopolita, ela se aprisiona em si mesma, pela salvação de sua consciência... e se transmuta, transforma, transcende a solidez de seu corpo como arma, sua alma, até que se abra novamente e, generosa, linda, persiga estrelas e vagalumes, e se perceba, de repente, mais leve e intensa de amor."

Calu Baroncelli

Poesia inspirada na fotoperformance Crisálida de Hugo Perucci

Livia Aquino - Sem Título - fotografia - sem data

23/02/2010

Juçara Marçal - S/Título - fotografia - 2009
 
Hugo Perucci - Casulo - Intervenção urbana - dimensões variáveis - 2006
 

21/02/2010

 
Antonio Carlos Goper - Anonimos - grafite e óleo sobre papel - 40x40cm - 2009

09/02/2010

kazuo (ohno)
o gesto pousa casulo
borboleta
voa


 
veronika paulics

André Tietzmann - São Francisco - São Sebastião -lápis de cor sobre papel pardo sobre prancha



02/02/2010

01/02/2010

"A semana de sonhos estranhos terminou, por fim, com o seguinte: eu era uma estrutura e ia sendo construído e dentro de mim alguém plantava uma árvore que observada com cuidado se mostrava uma outra coisa. E eu, essa estrutura, era parecido com essa coleção bem disposta de ossos, uma espécie de jaula. E dentro dessa jaula, um gafanhoto do tamanho de um torso nascia em mim."

Novos Estudos sobre a Natureza dos Gafanhotos
Fabiano Ramos Torres
 
Calebe Simões - Quarto - fotografia - 2009
 
Rodrigo Motta - Sem Título - Foto - 2009
 
Alexandre Furtado -"No Jardim" -Acrílica s/ tela - 2009

 
Marcelo Marsan -  Asas de borboletas - fotografia - 2009
Ultravioleta

A fada acorda e recusa-se a despertar. Devia se espreguiçar, abrir os braços, respirar fundo, esticar as pernas, sentir o mundo com os pés... Não dá. Sono pesado demais. Então se aninha mais sob a coberta e enterra cabeça em si mesma, para impedir a luz de se infiltrar sob as pálpebras. Tenta continuar a dormir, sonhar talvez, mas não o som do bosque não deixa. Cigarras. Zumbido de zangões transitando entre anteras e nectários. Sinal de manhã quase madura, o sol pinicando a pele de quem se submete a sair nu sobre o dia. Mas ela está ali, protegida, um nenê em meio ao enxoval. Murmúrio de riacho perto. Tapete de limo nas pedras. Um avião mudo passando lá em cima. A fada sente um pouco de sede, mas ainda não quer se levantar. Deveria ter ido dormir perto do rio, ou sobre as folhas, aproveitaria para beber o orvalho. Ela tenta recordar como viera parar ali, naquele aconchego. Conclusão: acabara de se fechar na crisálida e agora só faltava nascer. Seria sair, rebentar aquela seda e se pendurar no abismo. Então esperar secar as asas, abrí-las, deixá-las na brisa. Ela sairia pelo bosque, pousando entre as flores, procurando as irmãs. Cantoria de passaredo. Brilho metálico dos colibris. Entretanto o não-nascimento implicaria no não-conhecimento do mundo. Tudo seria instinto, inocência ou ignorância. Desconheceria o dia ou a noite, ou os chamados dos insetos, ou os rastros dos jatos no azul ou o odor doce da primavera. Entre as fadas, não se fala em ressuretos ou em reencarnações. Só se conjuga o tempo presente. A fada espera o momento de arrebentar a crisálida. Mas é só delírio: ela não conseguirá. Pois ali, entre os elos e nós das teias, a fada está presa no casulo no veneno no sono de viver.

 
Sérjão Augusto - S/Tíitulo, da série pequenos objetos encontrados em exposições de arte - 2009
TEXTURAS, RUÍDOS E MEMÓRIAS encaixa-se em CASULO

25/01/2010


Ines Correa - da série Corpo Orgânico - fotografia 2009

21/01/2010


Tatiana Nolla -  Aconchego - fotografia - s/ data

11/12/2009

(e como somos mares sem margens, é impossível que nossas memórias encontrem algum porto (elas também são fluxo, também são mares, marés (passíveis de ganhar novas cores conforme mudam as texturas do céu (se ontem fui náufrago nessas águas é porque ainda não havia aprendido a linguagem das estrelas


Murilo Hildebrand Abreu

07/12/2009


Ana Carmo - S/título - fotogrfia - 2005

02/12/2009


Marcio Marianno - Transe - Pintura s/ papel - 2009


Koisan Uchoà - S/ título - fragmento de livro - 2004